Tratamentos específicos
Dor crônica – Neuroestimulador

NEUROESTIMULADOR MEDULAR
ALTERNATIVA PARA AS DORES CRÔNICAS

O Neuroestimulador Medular é um aparelho implantado na região lombar dos pacientes que diminui em mais de 80% as "dores neuropáticas", um dos três tipos de dores crônicas.

Nos últimos anos, vários ramos da medicina alinharam seus conhecimentos em busca de respostas e de tratamentos mais eficazes para essa que é uma das maiores preocupações - e tormentos - da humanidade em todos os tempos. E os avanços foram e têm sido significativos.

Um deles foi o desenvolvimento de um aparelho chamado "neuroestimulador medular", que, colocado em contato com a medula espinhal por meio de um implante, é capaz de reduzir em mais de 80% as "dores neuropáticas". Muitas vezes mal diagnosticadas e bastante intensas, as dores neuropáticas devem atingir, segundo estimativas feitas por especialistas, de 5 a 10% das pessoas. Trata-se de um tipo de dor que se caracteriza pela destruição ou alteração do tecido nervoso presente nos próprios nervos e na medula.

O implante do neuroestimulador medular é um procedimento mínimamente invasivo e de muito baixo risco, sendo muitas vezes feito em caráter ambulatorial, sem a necessidade de internação.

Os nervos são formados de neurônios (células nervosas) que fazem a comunicação entre o cérebro e o organismo. Quando uma pessoa se belisca, os neurônios captam essa sensação e a levam até o cérebro, que o traduz como "dor" e dá uma "ordem", também por meio de neurônios, para que a pessoa pare de se beliscar. No caso da dor neuropática, a causa não é nenhum fator externo, e sim o próprio "comunicador" - o nervo, que está "doente". Por causa de um problema estrutural ou funcional do nervo, as informações são transmitidas ao cérebro de uma forma "defeituosa" e o resultado é uma dor fortíssima.

Alguns fatores e doenças contribuem para o surgimento de problemas nos nervos que acarretam as dores neuropáticas, entre eles traumas, esclerose múltipla, acidente vascular cerebral (derrame), diabetes, AIDS, herpes e cirurgias na coluna. Quando os tratamentos convencionais não conseguem diminuir o sofrimento dos pacientes, uma alternativa pode ser a implantação do neuroestimulador.


Classificação da dor:

Existem muitas maneiras de se classificar a dor, mas o critério temporal é o que tem sido mais usado. Assim, considerando a sua duração, a dor pode ser "aguda" ou "crônica". A primeira se manifesta transitoriamente durante um curto período, de minutos a algumas semanas, e é associada a lesões em tecidos ou órgãos. As lesões podem ser ocasionadas por uma inflamação, infecção, traumatismo ou por outras razões. Normalmente, a dor aguda desaparece quando a causa é corretamente diagnosticada (uma apendicite, por exemplo) e quando o tratamento recomendado pelo médico é seguido corretamente pelo paciente.

Já a dor crônica tem uma duração prolongada que pode se estender de vários meses a vários anos. Quase sempre está associada a um processo de doença crônica. "A dor crônica pode ser considerada uma doença em si, quando a atuação na sua causa não é mais possível", explica o Dr. Fernando Sanchis – Ortopedista especialista em coluna vertebral. Como exemplos dessas dores, podem ser citadas as dores ocasionadas pela artrite reumatóide (inflamação das articulações), pelas artroses (de joelho e de quadril), dor do paciente com câncer, dor relacionada a esforços repetitivos durante o trabalho, dor nas costas e outras.

A incidência de dor crônica varia de acordo com a faixa etária. Estima-se que, em algum momento da vida, sete em cada dez pessoas terão algum tipo de dor crônica. Estudos mostram que de 50 a 60% dos que sofrem dela ficam parcial ou totalmente incapacitados, de maneira transitória ou permanente, o que compromete de modo significativo a qualidade de vida e a capacidade produtiva. Nos EUA, somente a dor lombar provoca uma despesa anual direta da ordem de 25 bilhões de dólares. Se for considerada a perda de produtividade e de força econômica, este número chega facilmente a 100 bilhões de dólares anuais.

As dores mais freqüentes na população são a dor músculo-esquelética, em especial a dor na coluna, e a cefaléia (dor de cabeça), principalmente a migrânea (enxaqueca). Nos EUA, mais de 40 milhões de pessoas sofrem de dores músculo-esqueléticas. Aproximadamente 80% dos pacientes que se queixam de dor na coluna melhoram nas primeiras quatro semanas de tratamento. Entretanto, nos outros 20%, a dor se torna crônica e o tratamento, mais complicado.

Os tratamentos, nos casos de dores agudas e crônicas, têm objetivos diferentes. No caso das primeiras, o foco é a causa, ao passo que nas outras, o objetivo principal é atacar o sintoma, diminuir o sofrimento do paciente e melhorar a sua qualidade de vida. Até mesmo as dramáticas dores produzidas por um tumor em fase terminal podem hoje ser bem controladas.

Quadro Dor crônica - A dor crônica é dividida em três tipos principais: a dor "nociceptiva", que se dá por alteração de tecidos variados e onde há a transmissão da dor por meio de fibras nervosas específicas; a dor "neuropática", que acontece devido a lesões no tecido nervoso como nos nervos e na medula; e a dor "mista", que apresenta características de nocicepção e de neuropatia. Exemplo de dor nociceptiva: dor no câncer; exemplo de dor neuropática: neurite pós-herpética; exemplo de dor mista: dor pós-cirurgia na coluna vertebral.




 

Home | Dr. Fernando | Coluna | Tratamentos | Dicas | Links | Fotos de convenções | Textos | Contato
© 2014 Dr.Fernando Gritsch Sanchis